Cheiro de terra molhada
Após uma nublada noite
Lembro-me do açoite
Que viria em seguida
Seus dedos escrevem nova
Direção que me devolve
Memória que não dissolve
Daquilo que fui e renova
Pare e pense: e você?
Na noite escura onde estava?
Seu coração se fechava
A sua própria mercê
Enquanto escrevo, tempo dou
Para lembrar do sol que nasce
E ilumina tua face
Do canto que anuncia o "Eu Sou"
Pedras atira-as ao chão
Devolve-as ao seu verdadeiro lugar
Assim quem sabe vai aflorar
A verdade como um clarão
Voltarás a ver o gosto
Do amanhecer quando ao céu olhava
Ao contemplar afagava
O semblante de dor imposto
Cheiro de abraço que volta
Da casa conhecida e simples
Do modo modesto e cortês
Que dá segurança pra ser solta
Lembra de como merece ser tratada
Com delicadeza e cuidado valioso
Da suavidade do casaco lanoso
Vestindo sua história amarfanhada
Ah, vinicius, não fala mais que não escreve tão bem... Adoro poesia e isso eu não sei fazer...
ResponderExcluirSabe meu segredo? Fiz Publicidade e Propaganda... ;) divulga seu blog que vc faz sucesso!
Sua poesia traz cheiros, gostos e sensações, adoro a mistura de sentimentos...
Continua!
Beijinhos primo!
Obrigado prima pelo incentivo! Vindo de vc é uma honra! beijo!
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